RITUAIS DE PASSAGEM

 

Esta peça apresenta um tríptico de Rituais de Passagem que traz em diálogo performance, som espacial, música e encenação. Este último em colaboração com o trabalho visual de três artistas do Chile, Espanha e França que contribuem com a instalação de vídeos, fotografias e desenhos digitais respectivamente. 

A obra nos convida a refletir sobre os princípios culturais que fundamentam três rituais de passagem, Nascimento, Casamento e Morte, que por sua vez fundam e sustentam nossa identidade seja como parte de uma nação, de uma etnia, de uma raça, de um gênero ou praticamente de qualquer característica que nos distinga ou nos assemelhe da norma. Diante do evidente colapso de um sistema capitalista patriarcal, parece fundamental questionar os pilares que constituem nossas tradições. Assim, a obra expõe o espectador a três rituais de passagem de três continentes diferentes, América, Ásia e Europa, mas que se distanciam de suas referências da vida real. 

A experiência busca que o espectador não identifique os rituais específicos ou suas origens, mas que consiga se distanciar de seus próprios rituais de passagem para talvez ter a possibilidade de escolher, descartar, renovar e por que não se libertar ou ao menos se abstrair do papel que a família, a sociedade e finalmente a cultura lhe conferem.

O Elenco:

MARÍA PONCE DE LEÓN:

 

Flautista, intérprete, investigadora e professora mexicana. Tem um Mestrado em música (performance/flauta) pela Universidade de Aveiro (Portugal) e é investiadora integrada no Centro de Investigação INET-md. Atualmente é aluna e bolseira doDoutoramento em Performance Musical na Universidade de Aveiro. A sua tese pretende contribuir com uma experiência de re-sensibilização e melhor compreensão da natureza, num contexto de performance musical com plantas, incorporando movimento cénico e meios

tecnológicos, cujo título é: ‘Criação fitopoética: um exemplo de ecoética relativamente à performance musical’. Parte do seu doutoramento, de Janeiro a Dezembro de 2021, foi passado como estudante visitante na Academia de Música e Drama, na Universidade de Gotemburgoestudando improvisação musical. Como intérprete, apresentou trabalhos no México, Estados Unidos, França, Holanda, Bélgica, Portugal, Polónia, Colômbia, Brasil, Finlândia, Espanha, Suécia, Turquia e Grécia. Tem uma experiência considerável no ensino de música em conservatórios e instituições de ensino superior e na entrega de música em contextos e projectos sociais.

FELIPE RAFFAELI MULLER:


Nasceu na cidade de Jaraguá do sul em 1984 no estado de Santa Catarina no Brasil. Na sua adolescência se envolveu brevemente como o teatro e com a musica. Com o passar do tempo se envolveu mais com a musica despertando a curiosidade por varios instrumentos mas principalmente pela bateria. Aos 22 anos de idade foi morar na Irlanda onde passou 8 anos e teve a oportunidade de estudar a musica mais a fundo. Hoje com 38 anos Felipe trabalha como artista freelancer aquando principalmente nas ruas do Porto. 

Artistas en Colaboração:

JOCELYN. R. DROGUETT:
Artista plástica, fotógrafa e professora de Artes Visuais no Chile. A partir de conversas e trocas de ideias sobre o ritual mapuche de enterrar a placenta do bebê com uma árvore que irá protegê-lo e cuidar durante toda a sua vida, Jocelyn apresenta este primeiro vídeo com o qual Josefina trabalha para elaborar o ritual do nascimento. Nesse caso, a obra de Droguett é composta como uma janela para a realidade em meio à ficção ao mesmo tempo que uma inspiração para a criação da mesma.

No


ALBERTO PRIETO:
Fotógrafo espanhol radicado no Vietnã, passou os últimos anos criando e dirigindo Saigonner, uma revista de sociedade e cultura para estrangeiros radicados no pais asiático. Ao partilhar com Josefina diferentes experiências lá, incluindo o rito do casamento, surgiu o terreno perfeito para um diálogo artístico de maneira a que os atores pudessem experimentar com projeções de suas fotografias:


DIMITRI THOUZERY:
Artista digital, cria obras de arte monocromáticas generativas, bem como experiências interativas e imersivas. Gosta de pensar nesses novos sistemas como uma forma de o espectador se conectar a algo universal e questionar a realidade. Assim compõe o cenário para o ultimo ritual da peça onde expõe o mar e suas infinitas subidas e descidas. Em diálogo com a trilha sonora que combina o sons de Arte Xávega da Torreira assim como o relógio que destaca a pesada passagem do tempo se constrói uma atmosfera idónea para o rito do Luto.

com o relógio que destaca a pesada passagem do tempo

PAISAGENS SONORAS DA PEÇA